Imagem e respeito ao próximo: a importância de pensar no coletivo

Publicado em 10/07/2018

A Copa do Mundo acabou para o Brasil e as eleições de outubro nos esperam. E agora? Será que estamos agindo em prol do coletivo ou ainda construímos a imagem com base em ideais individualistas e discursos vazios?

Na última sexta-feira, a Seleção Brasileira lutou bravamente contra o time da Bélgica, mas perdeu a partida. Por causa de um gol contra marcado acidentalmente pelo jogador Fernandinho, alguns usuários se sentiram no direito de invadir as redes sociais do atleta com comentários agressivos, que envolviam também declarações racistas. Já no domingo, vimos as consequências de um poder judiciário guiado por egos. Será que esse cenário, tão extremo, não é uma reflexão da maneira individualista como conduzimos as nossas ações em nosso cotidiano?


A falsa noção de controle e o individualismo

O caso de Fernandinho é uma demonstração clara de como ainda temos dificuldades em refletir sobre as nossas ações no âmbito coletivo. Afinal, o jogador não agiu sozinho: ele atuou no contexto de um time. Nas redes sociais, alguns internautas questionaram ainda a ausência de amparo psicológico para os atletas brasileiros, dado que a maioria das seleções internacionais já contam com isso.

Para além do racismo envolvido nas agressões sofridas pelo jogador, principalmente no Instagram, destacamos ainda o equívoco de que tudo estaria sob nosso controle. É bem verdade que o preparo faz toda a diferença, mas precisamos saber lidar de maneira mais saudável com as surpresas do acaso. A carreira de Fernandinho não pode ser definida apenas por um acidente infeliz.

Como bem colocou a consultora Jack Brossi em nossas redes, a ideia de que controlamos tudo vem junto da noção de que somos independentes e autossuficientes. Essas percepções duvidosas giram em torno do egocentrismo que tanto nos afasta da noção de coletividade em todos os âmbitos.

Ética e imagem para além do discurso verbal

A micropolítica é um termo usado para se referir às pequenas políticas que podemos inserir e praticar no dia a dia. Atitudes mínimas fazem a diferença para aqueles que rodeiam você, o que, consequentemente, impacta em sua imagem.

Não adianta proferir os discursos mais impactantes se você não age de maneira coerente com eles. O que você faz, aliás, exerce um poder muito maior sobre a sua imagem do que o que você diz.

Quando você age em prol do coletivo, os impactos positivos sobre a sua imagem tornam-se autênticos, e portanto, mais fortes. Portanto, precisamos pensar na imagem como uma consequência, e não como algo a ser modificado isoladamente.

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Fotos: Joonas Sild on Unsplash e Helena Lopes on Unsplash