Autoconhecimento: o ingrediente indispensável para a gestão de marca pessoal

Publicado em 26/06/2018

A consultoria de imagem, em essência, pauta-se no chamado autoconhecimento para gerir uma imagem que transmita autenticidade, estilo de vida e valores. Contudo, conduzida de maneira errada, ela pode ser impositiva e causar danos às perspectivas do cliente.

Você já deve ter observado este fenômeno em programas de TV e em cursos: um consultor de imagem aponta ao cliente o que lhe cai bem ou não. O cliente, empolgado, se porta exatamente da maneira indicada pelo consultor. O sorriso é congelado e os braços estão, na maioria das vezes, um pouco tensos. A pergunta é: por quanto tempo ele conseguirá manter o novo personagem?

A culpa não é do cliente. É comum, infelizmente, que consultores imponham a própria visão de mundo aos problemas de quem os procura, o que não só distorce a funcionalidade dos serviços como também retira a autonomia do cliente para se resolver no dia a dia.

A gestão de marca pessoal, vale dizer, não se sustenta somente sobre roupas bonitas e um bom discurso verbal. É preciso que ela se ampare em uma personalidade autêntica e fortalecida.


Por uma consultoria de imagem autêntica

No Código de Ética e de Padrões de Conduta Profissional da AICI (Associação Internacional dos Consultores de Imagem), afirma-se que "os membros devem definir claramente, por escrito ou verbalmente, a natureza e o objetivo dos serviços a serem executados, bem como todos os custos envolvidos no projeto, do início à conclusão." Porém, seja pelo acanhamento nos primeiros encontros, seja pela falta de clareza do consultor em relação aos objetivos de um serviço de consultoria de imagem, os clientes ficam à mercê das sugestões do profissional, sentindo-se pouco à vontade para intervir com questionamentos e o próprio repertório. Como consequência, o consultor aplica uma série de regras tidas como universais, que na prática, não funcionam tão bem assim.

É necessário, portanto, ter muita cautela na aproximação com o cliente, respeitando a individualidade e a autenticidade dele. Isso pode ser alcançado com o desenvolvimento e o aprimoramento da escuta e da empatia, o que pode partir dos mais diferentes métodos e campos de estudo.

No meu trabalho, por exemplo, defendo que por trás das escolhas de roupas, cores, modelagem entre os clientes, há atos inconscientes nos quais presto especial atenção por causa da minha trajetória pela psicanálise. Essa área é muito ampla, e é apenas uma das formas de elaborar uma análise mais atenta sobre a situação apresentada. Cada um encontra o método ideal, desde que ele seja amparado por uma formação séria.

A importância da capacitação interdisciplinar na consultoria de imagem

Palavras como "autoconhecimento", "identidade", "essência" e "subjetividade", caras para os campos da psicologia e outras ciências sociais aplicadas, são usadas sem a devida compreensão, o que pode causar problemas ainda maiores do que os que o cliente já apresentava antes do processo de consultoria.

Por isso, é fundamental que você busque por capacitação adequada nessas áreas, fornecida por profissionais treinados e experientes. Na era da transparência e da rápida checagem de fatos, ninguém quer ser pego utilizando termos inapropriadamente em discursos vazios, não é mesmo?

Em um mercado em expansão, não podemos nos deixar levar por modismos: é preciso se atentar aos valores que regem a profissão e a consolidam como uma função necessária, como de fato ela é, em nossa comunidade. Agir com propósito em defesa da autenticidade de seus clientes é fundamental.

Você tem dúvidas sobre capacitação e ética em consultoria de imagem? Envie um e-mail para contato@internoestilo.com.br ou em nosso Instagram e Facebook. Teremos prazer em ajudar!

Fotos: Priscilla du Preez on Unsplash e Rawpixel on Unsplash