Gestão de pessoas: a interdisciplinaridade a favor do futuro de sua empresa

Publicado em 11/12/2017

Como a jornalista Anisa Horton descreveu em um artigo para a Fast Company, 2017 foi o ano dos escândalos em ambientes de trabalho. A engenheira Susan Fowler realizou denúncias sobre o ambiente hostil da Uber, citando casos de deboches e assédios. Em Hollywood, artistas difundiram depoimentos sobre assédios sexuais cometidos por produtores, atores e diretores sob a hashtag #MeToo, sendo eleitas A Pessoa do Ano pela Time.

Neste contexto, o papel dos Recursos Humanos nas empresas tem sido intensamente debatido. Afinal, em uma boa parte dos casos, os departamentos ainda não conseguem fazer o suficiente para que os colaboradores se sintam confortáveis. Mas é preciso que situações extremas como os que citamos ocorram para que as empresas percebam as inadequações do ambiente de trabalho e a insatisfação de seus funcionários?

Em situações ideais, antes que uma organização comece a contratar um time de Recursos Humanos, é preciso que ela tenha certeza sobre o tipo de funcionário que ela deseja contratar. Afinal, alinhar os valores e propósitos de sua companhia é essencial para entender o discurso dela, bem como maneiras eficientes de propaga-lo. Mas como iniciar este entendimento sobre a essência de sua empresa e difundi-la entre a sua equipe?


Investir em pessoas é lançar o olhar para o futuro

É bem verdade que softwares, equipamentos e fórmulas secretas são um importante ativo das empresas, mas o que elas possuem de mais precioso já existe desde que a primeira empresa no mundo foi criada: as pessoas.

O americano Thomas Stewart, especialista em capital intelectual, afirma que esta é a era dos colaboradores, mas daqueles que cultivam e entregam seus talentos. Paulo Kretly, presidente da consultoria FranklinCovey no Brasil, em depoimento à Folha, complementa a fala de Stewart, afirmando que vivemos uma era de sabedoria, onde precisamos transformar conhecimento em ação.

Também em depoimento à Folha de S. Paulo, a consultora Maria Silva Bastos Marques afirma que busca trabalhar com pessoas melhores que ela. Afinal, o grande diferencial de uma empresa é o seu corpo de colaboradores. O resto são commodities, coisas que compramos.

Em um cenário econômico hostil, como o que vivemos agora, são os funcionários que trazem diferenciais para as empresas, não computadores de última geração. Sem pessoas satisfeitas por trás dessas máquinas, tudo o que você possui é um grande amontoado de chips e softwares.

Sabendo que as pessoas são o ativo mais importante de uma empresa, resta saber: o que elas necessitam para se sentirem satisfeitas e entregarem o melhor do si? A resposta é mais simples do que parece: tudo o que as pessoas precisam é de se sentirem ouvidas. E para isso, é necessária muita empatia e interdisciplinaridade, como mostramos a seguir.

Interdisciplinaridade: uma qualidade necessária para cuidar das pessoas

Nos últimos 60 anos, como levantou a designer e pesquisadora Jo Szczepanska, o design forneceu uma série de recursos para resolver os problemas do dia-a-dia, fomentando a inovação dentro de empresas como a Apple e a Tesla. Isso porque ele trouxe uma série de conhecimentos de outras disciplinas para os departamentos de administração, finanças e engenharia, conhecidos pela tradição.

Além disso, o design também se caracteriza pela abertura à novas ideias, o foco na empatia e no entendimento dos usuários. Daí a importância ganha pelo Design Thinking e pelas profissões interdisciplinares nas organizações.

Nesse contexto, a consultoria de imagem também passa a cumprir um papel amplo, buscando alinhar discursos, entender as demandas das empresas, as interpretações dos funcionários e como estabelecer diálogos entre ambos.

Para criar um ambiente de trabalho onde as ideias são efervescentes, as pessoas estão satisfeitas e há sustentabilidade, é preciso contar com saberes interdisciplinares, capazes de conectar a missão de sua empresa à uma cultura de afeto, cuidado de si e respeito ao próximo. Preparar a sua organização para o futuro é, sobretudo, estimular diálogos autênticos entre seus gestores, colaboradores e a comunidade que os cerca.

Se os Recursos Humanos têm o papel de advogar pelos interesses dos colaboradores, mas também são subordinados à liderança das empresas, o papel de um consultor de imagem, nesse contexto, é fornecer o apoio necessário e uma perspectiva externa para os problemas propostos. Vale lembrar que a escuta é uma habilidade aprimorada com o exercício e a experiência!

Ao estabelecer uma ponte entre os diferentes agentes de uma organização, o consultor de imagem não se isenta de sua responsabilidade, mas oferece novos pontos de vista para uma comunicação corporativa mais rica, como mostramos em nosso post sobre o dresscode nas empresas.

E você, tem dúvidas sobre como a consultoria de imagem pode melhorar a comunicação em sua empresa e a satisfação de seus colaboradores? Entre a contato com a Interno Estilo pelo e-mail contato@internoestilo.com.br ou no formulário de nosso site!

Fotos: Atlas on Magdeleine on Unsplash e Rawpixel on Unsplash