Autoconhecimento: o ingrediente indispensável para a gestão de marca pessoal

Publicado em 11/06/2018

Entre profissionais que trabalham a gestão de imagem as reclamações são recorrentes: semanas após finalizarem os trabalhos com os clientes, eles se deparam com pessoas que apresentam os mesmos padrões de comportamento prejudiciais diagnosticados no início do processo. Por que a mudança de atitude é tão difícil, tanto na consultoria de imagem quanto no personal branding?

A resposta pode estar na ausência do autoconhecimento. Entenda!

Quais são as vantagens da gestão de marca pessoal?

O personal branding desenvolve e gerencia a marca pessoal. Esse processo traz uma série de benefícios, como a reorganização de prioridades, de motivações, ambições e valores. Como afirma Patrícia Dalpra, o plano de carreira fica mais direcionado com as suas metas, permitindo que você destaque seus diferenciais e potencialidades.

Outra vantagem de construir a marca pessoal está no desenvolvimento de habilidades de comunicação que o ajudem a consolidar seu discurso. Afinal, distribuindo chavões e tomando as mesmas atitudes que os demais, dificilmente você se destacará.

Por que a gestão de marca pessoal precisa do autoconhecimento?

O gerenciamento da marca pessoal envolve uma série de recursos, como a distribuição de questionários, análise SWOT e coleta de depoimentos. No entanto, o responsável pelo personal branding não faz o trabalho sozinho: é preciso que o cliente esteja disposto a comparecer às entrevistas e "abrir o coração". Isso mesmo! Sem depoimentos honestos, fica difícil criar uma mensagem coerente com o que você realmente representa.

O dito "autoconhecimento" (expressão que não é utilizada no âmbito da psicanálise, mas facilita o acesso a esse tema tão complexo) não é um processo simples. Demanda tempo e disponibilidade para encarar dores e potencialidades, um percurso que nos tira da zona de conforto. Contudo, ele é extremamente necessário: há atitudes nocivas que só podem ser explicadas quando mergulhamos no inconsciente.

Se você quer incorporar um personagem bem-sucedido, talvez precise procurar um bom curso de teatro! Afinal, sem entender quem você é, você constrói uma marca em torno de uma pessoa que não existe. Você passaria a agir de uma certa forma somente para sustentar esse ideal. Além de ser psicologicamente insustentável, as pessoas rapidamente notariam o discurso falso.

Não há marca pessoal forte e crível quando a pessoa se desconhece e se promove às custas de mensagens que não são autênticas. Sabemos que não é simples encarar as próprias fraquezas. Porém, como Carl Jung afirmava, "qualquer árvore que queira tocar os céus precisa ter raízes tão profundas a ponto de tocar os infernos."

E você, está investindo em seu processo de autoconhecimento? Quais técnicas tem utilizado para isso? Se você tem dúvidas sobre esse tema ou sobre gestão de marca pessoal, entre em contato conosco!

Fotos: Nourdine Diouane on Unsplash e Oscar Keys on Unsplash